Quem sou eu

sou aquela que sabe a dor e a delícia de ser quem eu sou!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Recession X Violence


Or should be "Recession = Violence"?

Fui trabalhar, sábado passado, e meu chefe (Big Boss) - pausa rápida: agora fui promovida a Deli Girl, huahuahuahau - veio me perguntar se eu tinha ouvido falar do incidente ocorrido, às 15h45 do dia anterior - agora uma pausa pra montar o cenário: gente, era uma sexta-feira normal, antes das quatro da tarde. Ele disse que uma dondoca (sim, tinha que ser uma dondoca pra fazer compras numa boutique ultramegapower cara, que fica ao lado do wine bar, na metade da tarde de uma sexta. Obs.: ele não disse dondoca, eu é que usei o "adjetivo") saiu da loja e entrou na sua BMW 2009 (não falei que era dondoca?!), feliz e contente. Quando ela se deu conta, um adolescente abriu a porta do passageiro, gritou com ela e a mandou sair. Ele foi para o lado do motorista, deu partida e fugiu (feliz e contente - isso foi humor negro, eu sei!).

O pior foi a forma com que meu chefe terminou a história: "Tatiana, it's like living in Rio!!!". Excuse ME!!!! O garoto rouba a dondoca e meu país leva a fama????? De jeito algum!
Quando retruquei, indignada, ele disse que isso era consequência normal (NORMAL?????) da recessão - como se eles realmente soubessem o que é recessão!

Fiquei o final de semana remoendo essa história... Confesso que, me sentindo praticamente uma vaca (ruminando, ruminando), hoje resolvi sentar e escrever - sempre me achei melhor com a escrita =)

Segundo o que dizem os especialistas, essa é a maior recessão dos últimos 25 anos. Tenho 30 e, desde que me entendo por gente (família, AMO VOCÊS), aprendi que: dinheiro não cai do céu (ou não nasce em árvore); dividir algumas vezes é multiplicar (ainda mais com 7 irmãos); a água é cara - assim como a energia (ligar o ferro pra passar uma camiseta??? NUNCA!); a conta de telefone veio muito alta??? Põe cadeado nele - rs; as roupas da minha irmã mais velha (ou da prima) podem e devem ser aproveitadas por mim; TV a cabo, o que é isso???; comer fora é luxo (ou é o cenário perfeito pra grandes comemorações); o prato que estava cheio (porque eu o fiz) deve ficar vazio (porque desperdício é pecado); escola pública pode ser tão boa quanto a particular - depende, principalmente, do esforço de cada um... a lista aqui só tende a aumentar!

Venho de um país com 197 milhões de habitantes pra morar numa vila com 10 mil. Só na favela da Rocinha, meu querido chefe, são 120 mil! Copacabana então... 150 mil!

Por mais alarmante que a coisa possa parecer, jamais será comparada a situação de miséria em que muitos vivem no Brasil. A sensação que tenho é que os irlandeses estão migrando da classe alta para a classe média-alta e querem se dar ao luxo (literalmente) de dizer que a recessão, pra eles, é caracterizada pela "violência" - quando um filhinho de papai brinca de roubar o carro da madame.

Não estou aqui sendo a advogada do ladrão... de maneira alguma!

Só defendo que a educação começa em casa - POPULAÇÃO DESTA ILHA, PENSEM NO QUE ESTÁ ACONTECENDO. Onde estavam os pais desse menino nos últimos 25 prósperos anos? Se agora, com a recessão, resolveram cortar a mesada, a alternativa é entrar num carro, gritar "Out of the car, please?!" e sair dirigindo... E isto é violência (moral...)! Fica aqui meu protesto: senhoras dondocas, que agora não vão ao salão semanalmente para retocar a raiz do cabelo: olhem para seus filhos, gastem tempo com eles, expliquem a diferença entre o bem e o mal (não deixem o assunto para a missa de domingo), mostrem que dinheiro foi feito para servir ao homem E não o contrário! Imponham regras e limites (que vão além do "yes, please" ou "no, thank you").

Sabe aquela história do macaco que senta no rabo pra falar do rabo do vizinho???
Comparemos então, a miséria de vida de alguns brasileiros, com a miséria mental de alguns europeus.

E viva a futilidade!!!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009


New year, new resolutions... First things first so, YES, I went to Brazil for 2 amazing weeks.

I've never, ever felt so special in my entire life (nearly 31 years old). My family were waiting for me at the airport upon my arrival and the expectation turned to tears, wonderful tears!!!

I wish I had more time to spend together but I'm so glad I saw them.

Nothing compares to: my mother's hug; the way my sister looks at me (an x-ray of my soul) and her heart that is so big you can't imagine it; see my father's eye as if I was his baby born again; share wiht my second father (amo amo amo) his "green" dream - the smell of his dreams like flowers in the desert; hear "Dinda... COME BACK!" or "can I sleep with you tonight???" and "Dindaaaaaaaaaaaaaaaaa"; my granny's kiss ("preta, preta")... So many things. So many friends

I didn't meet because I didn't have enough time... They know how SPECIAL they are that I couldn't say Goodbye (I much prefer SEE YOU SOON).

Ronaldo: I'm still waiting here for you!
Ju: I didn't forget about your pencil collection!!!
Te: hum... stop crying!
Lili: hum... eat more =) You are beeeeeeeeeeeautiful!
Brancaglion couple: thank you for the honor.
Miroca: once upon a time... Je t'aime - jusqu'à blesser...
Ana Branca: where are you??????????????????????????

Ops... a P.s.: Alberto, it's all your fault... thank you SO much!

Love you all.
Saudades

domingo, 5 de outubro de 2008


Estamos na minha estação predileta (na Europa): OUTONO. Em Portugal, parecia mais Primavera/Verão- calorzinho gostoso e muitas flores.
Resolvi passar por aqui (são 02h20 e cheguei do trabalho agora) para encher sua vida de flores... independente da estação, da hora ou do continente, permita-se olhar a vida com outros olhos.
Do lado de cá, continuo a nadar... continuo a nadar!
Um beijo, um cheiro e um "upa" apertado

terça-feira, 15 de julho de 2008

Hoje a dança é no céu!


15 de julho de 2008

Acordei com uma ligação internacional... Era a "mamãe minha"! Estranho, porque ela não me liga (eu sempre ligo pra ela); então, minha cabeça já foi à mil... "Filha, então... O Tio Marcos" - bastou para que meu chão sumisse.

Hoje, Mi, Ma, Mi, Ma, Mi, Ma, Mi, Ma & Mi fazem coro para um linda canção de um "Até breve, nos vemos no céu!".

Novamente choro lágrimas que vêm da minha alma, na certeza de que o corpo de baile celestial hoje ganha um membro e tanto!

Tio Marcos, pra sempre meu tio do coração!!!
Pra ele, eu era a LINDINHA...

terça-feira, 1 de julho de 2008

No dia em que o mundo inteiro era Espanhol...

... eu era a única Alemã.

Domingo, final de Eurocopa, turma no Murrays e só se ouvia: "Que bela España". Não que eu goste de ser "a do contra", mas ainda defendo a bandeira de que, apesar de ser um país que não se mistura tanto, a Alemanha tinha mais futebol.
Fiquei num cantinho, sem abrir muito a boca - caso contrário seria massacrada pela multidão. Realmente são parecidos conosco, gritam, sofrem, mas acima de tudo se divertem!

Engraçado como tenho aprendido, amadurecido. Sinceramente, no Brasil não iria "perder meu tempo" para assistir uma final de um Campeonato em que meu time (Salve o Tricolor Paulista!!!!) não estivesse jogando. Torcer para outro país, então??? Nem pensar!
Mas, hoje entendo e consigo dizer que sou brasileira com muito orgulho, mas meus vizinhos também são bacanas. O mundo tem mudado, as pessoas têm estado mais próximas e é bonito ver parcerias nascendo. Troca de experiências numa única língua - e mesmo quando na se sabe, dá-se um jeito de se fazer entendido!!

Que venha a Espanha! Que venha a Alemanha!
Todos serão sempre bem recebidos nesse meu coração internacional!
P.s.: Beijos especiais pro Guillerme, Leila e Monique (que ficaram gritando no meu ouvido "Tatiiiiii, só faltam 3!!!".

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Happy Valentine's Day (in Brazil)


Let's fall in loveWhy shouldn't we fall in love?
Our hearts are made of it
Let's take a chance Why be afraid of it
Let's close our eyes and make our own paradise
Little we know of it, still we can try
To make a go of it

We might have been meant for each other
To be or not be
Let our hearts discover

Let's fall in love
Why shouldn't we fall in love
Now is the time for it, while we are young
Let's fall in love...

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Eu acredito em Leprechauns


Mas o pote de ouro está em Brasília *rs.

sábado, 24 de maio de 2008

Tathy a.P.d.P., agora com catraca seletiva


Existem certas coisas na vida da gente que são INDESCRITÍVIES... Paris é uma delas.

Não basta "ver" Paris! Você tem que viver Paris, respirar Paris, namorar Paris! Em cada canto uma surpresa, em cada olhar uma descoberta. Foi muito mais do que eu sequer imaginava ou que sabia minha vã filosofia.

Malas de véspera sempre ilustram meu cotidiano. Faz "parte do meu show". Olhei a temperatura no site da BBC e decidi o que levar. Meia noite e nada de dormir... uma ligação importante e uma taça de vinho me acalmaram. Daí para a cama foi um passo, literalmente - já tinha adormecido no sofá.

Acordei às 6h, mal acreditando no que viria! Um misto de sensações, algo de irreal... Fechei as malas, conferi as janelas e digitei o código do alarme. A porta fechada atrás de mim era assustadora. Cheguei ao aeroporto com 2 horas e meia de antecedência. Fiz meu check in e ainda não acreditava. Outra ligação para me acalmar, essa para bem mais longe. Por via das dúvidas, Dramin e Serenus antes de entrar no avião.

A viagem durou uma eternidade; a tripulação avisa Charles de Gaulle, mas nem sinal dele. Enfim, Paris! Thomas me esperava no aeroporto errado (*rs) e todas as informações estavam fechando. Uma nativa simpática me deu o telefone de alguns hotéis e as primeiras dicas de sobrevivência em solo francês.

Gerard foi meu condutor até Paris, até o Hotel Paris Liege, ao lado da Gare du Nord. A avenida Boulevard de Magenta era enorme... uma aventura na cidade luz. Após o check in, atirei-me na cama e fui olhar a vista, mas a janela dava para os fundos de um prédio antigo, então, desmaiei! Com os primeiros raios de sol, amanheceram meus sonhos. Desci para um café francês, refastelei-me com croissants e munida de um bom mapa saí à caça, sem rumo certo. Aliás, parei um pouco de programar as coisas e procuro fazer o que me convém.

Ruas estreitas, ruas largas, gente por todas as partes. Surpreendi-me (a mim mesma *rs) com um morro verde (mas um tom diferente do que tenho na Irlanda) e, lá no alto a Basilique du Sacre-Couer. Ali, ouvi de um artista, que meu destino era brilhante! Ser brilhante na cidade luz. Quisera eu viver cem anos mais!

Tour Eiffel, Place de La Concorde, Notre Dame, Jardin du Luxembourg, La Bastille, Opera Garnier, Arc de Triomphe, Trocadero, Boulevard St-Germain, Obélisque de La Concorde, Le Louvre, La Bourdonnais... Paris não tem fim!

Aproveitei cada segundo - Serenus não era mais necessário, já nem sentia meus pés. Às margens do Seine pensei em quem me faz bem, em quem eu amo, em quem me faz falta... muita falta! Naquele instante Paris parou e ficou ainda mais bela.

Na última noite, na Tour Eiffel, com TInês e Baby, chorei lágrimas que vinham da minha alma. Lágrimas por saber que tudo valeu à pena e a certeza de que voltarei, trazendo as partes mais importantes da minha vida. Meus olhos não foram só meus... estavam alugados e não piscaram - seria perda de tempo.

Meus sonhos voltaram! Aleluias!!!! Só quem já os perdeu sabe o que significa tê-los de volta.

"Se você tiver sorte de viver em Paris, quando jovem, sua presença continuará a acompanhá-lo pelo resto da vida, onde quer que você esteja" Ernest Hemingway